domingo, 8 de dezembro de 2019

Wilhelm von Plüschow: o idealizador da fotografia de nu artístico no século XIX


Retrato de Wilhelm von Plüschow feito pelo seu primo Wilhelm von Gloeden em 1900. Fonte: Peoplepill.


Schloss Plüschow em 1988. Fonte: Wikipedia.
Wilhelm (ou Guglielmo, como ficou conhecido na Itália) von Plüschow nasceu em 18 de agosto de 1852 em Wismar, na época, a cidade pertencia ao Grande Ducado de Mecklenburg-Schwerin (Atual norte da Alemanha). Pouco se sabe sobre a infância e adolescência de von Plüschow, o que se sabe é que ele era filho de Friedrich Carl Eduard Plüschow, um filho ilegítimo de Fredeirck Louis, herdeiro do Grande Ducado de Mecklenburg-Schwerin. Acredita-se que von Plüschow passou toda sua infância e adolescência no Schloss Plüschow, um pequeno castelo no interior da Alemanha.



A vida conturbada de Wilhelm von Plüschow

Von Plüschow se mudou para a itália em 1870, assim que chegou em Roma, trocou seu primeiro nome pela equivalência em italiano, Guglielmo. Em Roma, von Plüschow começa a trabalhar como comerciante de vinhos, mas logo inicia sua carreira fotografando meninas e meninos nus. Mais tarde, ele vai para Nápoles, onde fotografa a maioria de seus modelos. Seu modelo mais famoso é Vincenzo Galdi, que é provavelmente seu amante. Alguns anos depois, Galdi se torna um fotógrafo com direitos próprios, além da sua rubrica,  ele também possui sua própria galeria de arte.

Vincenzo Galdi deitado. Fonte: desconhecida.

Wilhelm von Plüschow era primo de Wilhelm von Gloeden, e como seu primo, von Plüschow também era gay. Von Gloeden aprendeu a fotografar com seu primo, mas logo a qualidade de seu trabalho superou o trabalho de von Plüschow, tornando-se num dos maiores fotógrafos de nu artístico do mundo até os dias atuais. Em 1902, von Plüschow é acusado de sedução de menores e divulgação de material erótico, o que o leva a passar oito meses na prisão. Os escândalos relacionados à sexualidade de von Plüschow continuam nos anos seguintes. Em 1907, outro escândalo vem à tona, chamando a atenção das autoridades italianas. Em 1910, ele é obrigado a deixar a Itália e a voltar para Berlim para sua segurança.

Von Plüschow foi o grande idealizador da nudez masculina na arte da fotografia, mas foi seu primo, von Gloeden, que perpetuou a nudez masculina em sua essência. O trabalho inferior de von Plüschow está relacionado ao aproveitamento da luz e às poses dos modelos. Além de von Gloeden, seu modelo e amante, Vincenzo Galdi, também fotografou a nudez masculina e feminina, mas seu trabalho era considerado inferior ao de von Plüschow pela constante pornografia presente em suas fotos.

O trabalho de von Plüschow serviu como fonte de inspiração para o escritor americano, Steve Berman, que perpetuou a figura sedutora de von Plüschow em um conto chamado, "The Haferbräutigam". Nesse conto, ele encontra um espírito malicioso em seu caminho de volta para Wismar. Von Plüschow morreu em Berlim no dia 3 de janeiro de 1930, aos 77 anos. Diferentemente do que aconteceu com o corpo de seu primo, que foi sepultado em um cemitério protestante de Taormina na Sicília, o corpo de von Plüschow foi doado para estudos anatômicos. Até hoje seu trabalho é frequentemente confundido com o trabalho de seu primo, Wilhelm von Gloeden, e de seu modelo, Vincenzo Galdi.

Casal napolitano posando nu. Fonte: Wankpedia.

Jovem deitado no sofá. Fonte: Wankpedia.

Representação greco-romana por dois jovens napolitanos. Fonte: Wankpedia.
Jovens amigos em Roma. Fonte: Wankpedia.

Jovem em cenário montado. Fonte: malenudemodel.

Referências

Ulrich Pohlmann, « Wer war Guglielmo Plüschow ? », Fotogeschichte, n. 29, VIII 1988, p. 33-38.

Disponível em: http://thedarkmagazine.com/the-haferbrautigam/. Acessado em 8 de dezembro de 2019.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Wilhelm von Gloeden: o fotógrafo do bucolismo greco-romano



Wilhelm von Gloeden - 1891. Fonte: ArtAlly.
Wilhelm von Gloeden nasceu no dia 16 de setembro de 1856 em Völkshagen, no Grande Ducado de Mecklenburg-Schwerin (atual cidade de Wismar, na Alemanha). Filho de uma família influente do século XIX, von Gloeden foi criado majoritariamente por sua mãe, devido ao fato de seu pai  ter falecido quando ele era ainda criança. Sua infância foi cercada de mistério, sobretudo pela alegação da família em relação ao título de nobreza que, segundo pesquisadores, nunca foi comprovado, sendo esse título revogado em 1885 com a morte do governador da Samoa Alemã, o Barão Falko von Gloeden, que governava um território ultramarino localizado na Oceania, perto da Austrália.

Devido a um problema de saúde, Wilhelm von Gloeden é obrigado a deixar sua terra natal e a procurar um local onde o inverno não fosse tão frio e úmido. Nesse contexto, von Gloeden vai para Nápoles, na Itália, onde ele encontra seu primo Wilhelm von Plüschow que o ensina a arte da fotografia. Em 1889, von Gloeden inicia sua carreira como fotógrafo após ganhar uma câmera de presente do seu amigo, o Grão-duque de Mecklenburg-Schwerin. Já em Taormina, na Sicília, von Gloeden começa sua carreira fotografando as paisagens e os monumentos da pequena cidade italiana, mas logo sua paixão por jovens nus torna-se seu principal trabalho.

A nudez bucólica nas fotografias de von Gloeden

Jovem greco-romano. Fonte: ArtAlley.
O que chamou a atenção de von Gloeden foi os corpos definidos dos garotos sicilianos, que o faziam lembrar da Grécia Antiga. Diante desse cenário propício, von Gloeden começa a fotografar garotos sicilianos em cenas bucólicas que remetem à antiguidade grego-romana. Na época, ele coloca a homossexualidade sob os holofotes, sendo o primeiro fotógrafo a registrar homens nus em poses que insinuam um contato íntimo por meio do bucolismo greco-romano, representando a arte na sua essência. Suas fotografias contemplam, sobretudo, a antiguidade grega. Para que o cenário bucólico representasse a essência da antiguidade grega, von Gloeden colocava em cena várias alegorias, sítios arqueológicos, artefatos estéticos e um pouco de erotismo que evocavam a essência da cultura greco-romana. Além disso, o aproveitamento de luz e as poses dos modelos são outras grandes características de sua fotografia que colocam von Gloeden no hall dos maiores fotógrafos da história.


Bucolismo greco-romano, jovem siciliano dormindo. Fonte: ArtAlley.

Dois jovens sicilianos representando a amizade greco-romana. Fonte: ArtAlley.

Cenário bucólico. Fonte: ArtAlley.
A maioria das fotos de von Gloeden foram feitas antes da Primeira Guerra Mundial, entre 1890 e 1910, pois precisou deixar a Itália durante a guerra, retornando somente em 1918. A partir desse momento, von Gloeden já não fotografará com a mesma frequência de quando morava na Sicília. Ele continuou fotografando e aumentando seu arquivo, mas de uma forma reduzida. Durante sua vida, von Gloeden teve seu primo von Plüschow como professor, o qual teve o trabalho confundido com o de von Gloeden ao passar dos anos, sobretudo, pela superioridade do trabalho realizado por von Gloeden. Além de ser o professor de seu primo, Plüschow auxiliou até 1907 outro grande fotógrafo da nudez masculina, Vincenzo Galdi, o qual tentou passar seu trabalho pelo trabalho de Plüschow. Entretanto, a falta de elegância e as fotografias que levavam a um contexto pornográfico, faziam o trabalho de Galdi ser inferior ao de von Plüschow.



A Segunda Guerra Mundial e as fotografias de Wilhelm von Gloeden

Dois jovens amigos na praia. Fonte: ArtAlley.
Wilhelm von Gloeden faleceu aos 74 anos no dia 16 de fevereiro de 1931 em Taormina, na Sicília. Após sua morte, seus mais de 3 mil negativos de vidro foram confiscados, e muitos destruídos, pelo governo fascista italiano, pois seu conteúdo foi classificado como material pornográfico. Após a Segunda Guerra Mundial, os poucos negativos remanescentes foram entregues aos cuidados de admiradores de seu trabalho. No entanto, somente nas décadas de 60 e 70 que suas fotografias são redescobertas por entusiastas que admiram a essência bucólica presente no trabalho de von Gloeden. Suas fotografias serviram como propulsor do turismo siciliano, atraindo pessoas do mundo inteiro que queriam conhecer a beleza bucólica de Taormina. Além do turismo, Taormina se tornou um refúgio para jovens gays da Europa e dos Estados Unidos no final do séculos XIX e início do século XX. Seu trabalho contribuiu positivamente para a inserção da nudez masculina dentro da arte da fotografia, o que contribuiu sociologicamente à representação da homossexualidade na sua essência em um contexto social conturbado da história.


Referências

Giovanni Dall'Orto presenta: Mario Bolognari, I ragazzi di von Gloeden. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=in1UN-6UW4c. Acesso em 30 de novembro de 2019.

Handy et al. Reflections in a Glass Eye: Works from the International Center of Photography Collection, New York: Bulfinch Press in association with the International Center of Photography, 1999, p. 230.

domingo, 18 de agosto de 2019

Dom Pedro II: empereur du Brésil et photographe des tropiques | français - português


La visite de Dom Pedro II en Egypte en 1871. Source: Biblioteca Nacional

La grande passion de Dom Pedro II: la photographie.

O Comércio 17 janvier 1840. Source: Biblioteca Nacional.
Féru de science, le jeune empereur est également le premier au Brésil à se passionner pour un procédé nouveau, promis aux plus grands à venir: la photographie. C'est le 17 janvier 1840 que Dom Pedro II se fait connaître le daguerréotype, un procédé photographique crée par les français, Joseph Nicéphore Niépce et Louis Daguerre, en 1839 en France. En janvier 1840, Pedro II sort du palais de São Cristóvão pour aller assister à une démonstration du daguerréotype, apporté au Brésil pour l'abbé Louis Comte. C'est à ce moment-là qu'il tombe amoureux de la photographie, deux mois plus tard, il achète un appareil, et à partir de là, il commence à mitrailler tout le monde jusqu'à la fin de son règne.
Estudioso da ciência, o jovem imperador é também o primeiro no Brasil a se apaixonar por um novo procedimento, promessa das grandes conquistas: a fotografia. É no dia 17 de janeiro de 1840 que Dom Pedro II conhece o daguerreótipo, um procedimento fotográfico criado pelos franceses, Joseph Nicéphore Niépce e Louis Daguerre, em 1839 na França. Em janeiro de 1840, Dom Pedro II deixa o palácio de São Cristóvão para ir assistir uma demonstração do daguerreótipo, trazido ao Brasil pelo abade, Louis Comte. É partir desse momento que ele se apaixona pela fotografia. Dois meses mais tarde, ele compra um aparelho e começa a fotografar todo mundo até o final de seu reinado.

Dom Pedro II et ses livres - c.1858.
Avec les années, Dom Pedro II qui perfectionne ses portraits et autoportraits, n'hésitera pas à prendre la pose avec ses livres préférés. Les photographies vont servir aussi d'appui pour construire ou pour asseoir son image, d'un monarque, d'un pays, qui marche avec la civilisation. Il se fait souvent photographier par ses deux photographes impériaux, Marc Ferrez et Joaquim Insley Pacheco, dont il connaît et admire le travail. À cet égard, la photographie devient le symbole d'une nation moderne et civilisée.
Com o passar dos anos, Dom Pedro II, que perfecciona seus retratos e autorretratos, não hesitará em posar com seus livros preferidos. As fotografias vão servir também de apoio para construir ou para assentar sua imagem, de um monarca, de um país, que caminha com a civilização. Ele é fotografado frequentemente por seus dois fotógrafos imperiais, Marc Ferrez e Joaquim Insley Pacheco, cujo ele conhece e admira o trabalho. Neste contexto, a fotografia se torna o símbolo de uma nação moderna e civilizada.

Cette passion conduit également Pedro II à réunir tout au long de sa vie, une collection de photographies parmis les plus importantes au Monde, dépassant largement les frontières du Brésil. il offre un panorama complet du XIX siècle. Conservée à la Bibliothèque Nationale de Rio, la collection possède plus de 25 mille photos et 300 albums, qui appartenaient à Dom Pedro II. Il y a des photos de voyages, de botanique, d'anthropologie, d'événements historiques, et de la famille impériale aussi. Il y a aussi des photos des indiens en Amazonie, et même des photos de puces au microscope. Au-delà des photos du Brésil, la collection de Dom Pedro II possède des trésors de la photographie française, comme l'album sur les destructions causées pas l'insurrection de la commune de Paris en 1871. Il y a aussi dans la collection, des photos aériennes qui ont été faites par Félix Nadar, un photographe français important. Il a fait sur un ballom des photos de Versailles. À l'époque, c'était une chose extraordinaire.
Essa paixão conduz igualmente Pedro II a reunir ao longo de sua vida, uma coleção de fotografias entre as mais importantes do mundo, ultrapassando largamente as fronteiras do Brasil. Ele oferece um panorama completo do século XIX. Conservada na Biblioteca Nacional do Rio, a coleção possui mais de 25 mil fotos e 300 álbuns, que pertenceram a Dom Pedro II. Há fotos de viagens, de botânica, de antropologia, de eventos históricos, e da família imperial também. Há ainda fotos de índios na Amazônia, e até fotos de pulgas vistas por microscópio. Além das fotos do Brasil, a coleção de Dom Pedro II possui alguns tesouros da fotografia francesa, como o álbum sobre as destruições causadas pela insurreição da Comuna de Paris em 1871. Há também na coleção, fotos aéreas que foram feitas por Félix Nada, um fotógrafo francês importante. Ele fez, em um balão, fotos de Versailles, que era algo extraordinário na época.

Botafogo, Rio de Janeiro entre 1860 et 1879. Source: Biblioteca Nacional.

Photo aérienne de Versailles prise par Félix Nadar en 1886. Source: Biblioteca Nacional do Rio.

Dom Pedro II était un homme de lettres, grand amateur de la science, et surtout, humaniste. Il a fait basculer le Brésil pendant son règne. L'un des souverains le plus cultivé du XIXème siècle, Pedro II a été largement connu en Europe et en Amérique. Ces exploits ont crée une nation civilisé et cultivé, mais son ouverture d'esprit lui a coûté son règne. Un coup d'État l'oblige à quitter le Brésil en 1889. Il passe ses dernières années en France, un pays qu'il aimait autant que le Brésil.
Dom Pedro II era um homem das letras, grande amante da ciência, e sobretudo, humanista. Ele fez o Brasil mudar durante o seu reinado. Um dos soberanos mais cultos do século XIX,Pedro II era amplamente conhecido na Europa e na América. Seus feitos criaram uma nação civilizada e culta, mas sua mente aberta lhe custou seu reinado. Um golpe de Estado o obriga a deixar o Brasil em 1889. Ele passa seus últimos anos na França, país que ele amava tanto quanto o Brasil.

La mort de Dom Pedro II à Paris en 1891. Photo prise par Félix Nadar. Source: Biblioteca Nacional.


Références bibliographiques

Dom Pedro II: le dernier empereur du Brésil. Secrets d'histoire. Disponible sur: https://www.france.tv/france-2/secrets-d-histoire/ (Consulté le 18 août 2019)

O Comércio 1840 - 1849. Jornal. Disponible sur: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&PagFis=57 (consulté le 18 août 2019)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Ponte Paulo Cordeiro: um patrimônio dos pioneiros de Rio do Oeste.

Construção da ponte Paulo Cordeiro em Rio do Oeste - 1945. Fonte: Acervo Depart. de Cultura.

Construída na década de 40 com treliças e madeiras nobres, a ponte Paulo Cordeiro facilitou o cotidiano das famílias pioneiras do distrito de Rio do Oeste. Antes da construção da ponte a travessia era feita unicamente por meio de balsas que eram, na maioria das vezes, operadas por pioneiros como o Sr. João Pisetta (sênior) e Sr. Ernesto Ronchi. Além disso, até meados de 1935 alguns transportes eram feitos por via fluvial, como por exemplo, o transporte de madeira que seguia do rio das Pombas até a localidade de Lontras, de onde continuaria por via-férrea até Blumenau.

A ponte Paulo Cordeiro contribuiu fortemente para o desenvolvimento econômico das comunidades: Nova Esperança, Cabeça d’Anta, Dois Irmãos, Ribeirão Pisetta, Dona Philomena, Ribeirão Moratelli, Ribeirão Borboleta, Ribeirão Café, Alto Ribeirão Café e Serra do Amuado. Essas comunidades puderam escoar suas safras de uma forma mais eficaz com a construção da ponta. Além de facilitar o escoamento das safras, os moradores também foram beneficiados, pois anteriormente precisavam pagar a travessia feita pelos balseiros. João Pisetta (sênior) cobrava na época: 100 réis para pedestres, 500 réis para carroças, e 200 réis para cavalos.

Vista da ponte Paulo Cordeiro para a igreja matriz em construção. Fonte: Acervo Depart. de Cultura.

O filho de João Pisetta (sênior), Joaquim Pisetta, foi um dos principais responsáveis pela construção da ponte Paulo Cordeiro. Ele também participou da construção da ponte Roberto Machado em Taió, a qual foi inaugurada em 1953 e possui quase todas as características da antiga ponte de Rio do Oeste. Diferentemente da ponte de Taió, a ponte Paulo Cordeiro foi demolida após o desuso e o desgaste da estrutura, restando apenas os dois pilares de sustentação que podem ser vistos da nova ponte de concreto que foi construída e inaugurada na década de 70.

Vista da ponte de concreto para as ruínas da ponte Paulo Cordeiro - 12/2018. Fonte: arquivo pessoal.

Vista da ponte de concreto para o pilar da ponte Paulo Cordeiro - 12/2018.
Fonte: arquivo pessoal.

Ponte Roberto Machado em Taió. Fonte: Site Prefeitura de Taió.

Fontes

Crônicas à margem da história de Rio do Oeste. Alice Bertoli Arns.
Arquivo Público de Santa Catarina.
Acervo Departamento de Cultura de Rio do Oeste.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Riesch-Bühne : uma companhia teatral fundada 1872 entra em cena em Rio do Sul.

Retrato do ator alemão Roman Riesch. Fonte: Divulgação.

A companhia teatral Riesch-Bühne foi fundada em 1872 em Bayern, no recém-formado Deutsches Reich, por Franz Paul Riesch. Em 1923, após o falecimento de Franz, a companhia teatral passou ao comando de seu filho, Roman Riesch, o qual iniciou uma turnê pela América do Sul em 1927. No Brasil, os principais jornais em língua alemã anunciavam as apresentações nas colônias germânicas, como o jornal curitibense Der Kompaß.

Anúncio da Riesch-Bühne no jornal curitibense Der Kompaß. Fonte: Hemeroteca.

Em Südarm (Rio do Sul), a Riesch-Bühne entrou em cena no Salão Brattig nos dias 11, 12 e 13 de agosto de 1928, como pode ser visto no anúncio publicado no jornal O Agricultor de 28 de julho do mesmo ano:

"Wir machen unsere geschätzten Leser durauf aufmerksam, dass die Rieschbühne nicht wie berichtet am 4., 5. und 6. sondern am 11., 12. und 13. August hier am Südarm im Salão Brattig gastieren wird."

Errata no jornal O Agricultor sobre a apresentação da Riesch-Bühne. Fonte: Hemeroteca de Santa Catarina.

Antigo Hotel Brattig, local onde a Riesch-Bühne se apresentou em agosto de 1928. Fonte: Arquivo Público de Rio do Sul.

O ator Roman Riesch percorreu várias cidades catarinenses com sua companhia de teatro refundada em 1938 logo após sua chegada ao Brasil. Nas antigas colônias alemãs, a Riesch-Bühne continuou a se apresentar até em 1964, como pode ser visto no anúncio do jornal o Correio do Povo, que anunciava em Jaraguá do Sul, a peça teatral "Alles in Ordnung" e seus atores: Karl Kastelic, Roman Riesch, Katrin Gutbrod, Max Fendl, Hannes Seebauer, Mizzi Oberberger e Ingeborg Melcgarot.

Um pesquisador alemão publicou em sua obra intitulada, Auswärtige Kulturpolitik Und "auslandsdeutsche" in Lateinamerika 1949-1973, um inserto que menciona as apresentações da Riesch-Bühne nas comunidades germânicas em São Paulo. O inserto refere-se à vida das famílias ricas e das famílias camponesas. Visto que as famílias ricas preferiam ir ao Country Club, enquanto as famílias camponesas preferiam ir à apresentação da Riesch-Bühne.

"Sie sind kaum im Liederkranz anzutreffen, wenn abends mit feuchter Kehle gesungen wird, es gebe kein Bier auf Hawaii. Die Oligarchen verkehren auch nicht stadttheater von blumenau, wenn aus Sao Paulo die, "Riesch-Bühne" kommt, um deftige Bauernstücke darzubierten. Sie verkehren lieber im Country Club. Geheiratet wird grundsätzlich nur zwischen Industriellenfamilien und das politische Leben am Ort steht im Zeichen ihrer faden Fehden."

Roman Riesch à esquerda com os atores do Riesch-Bühne. Fonte: divulgação.

Além de ator, Roman Riesch era pintor, escritor e diretor. Riesch pintou vários interiores de igrejas no Brasil, país que ele escolheu para viver de 1937 até o fim de sua vida em 1972. Ele foi responsável pela pintura do interior da catedral São João Batista, de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, cidade que foi escolhida para ser sua moradia. Riesch faleceu em 1972, deixando esposa e filhos, foi sepultado no Cemitério Católico de Santa Cruz.

Referência

www.gaz.com.br
Jornal O Agricultor: 28/07/1928
www.hemeroteca.ciasc.sc.gov.br

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Antoine de Saint-Exupéry et ses liens avec Florianópolis | Antoine de Saint-Exupéry e seus laços com Florianópolis

Qui était Antoine de Saint-Exupéry | Quem foi Antoine de Saint-Exupéry. Fonte: Il messaggero.

Qui était Antoine de Saint-Exupéry ? | Quem foi Antoine de Saint-Exupéry?

Antoine de Saint-Exupéry est né le 29 juin 1900 à Lyon, en France. Il est le troisième d'une famille de cinq enfants. Saint-Exupéry est le fils du Comte Jean-Marie de Saint-Exupéry et Marie Boyer de Fonscolombe. Il a passé son enfance entre le château de la Môle, qui était propriété de sa grand-mère maternelle, et le château de Saint Maurice de Remens, propriété de l'une de ses tantes.

En 1921, il effectue son service militaire dans l'armée de l'air à Strasbourg. Cette année-là, il prend ses économies pour prendre ses leçons de vols. Sa performance lui permet de rejoindre le 37e régiment d'aviation de chasse, à Casablanca, au Maroc, où il obtient son brevet civil. Voilà le début de sa carrière en tant que pilote.

En 1926, après une rencontre avec plusieurs écrivains chez sa cousine en 1925, il publie sa première nouvelle, l'Aviateur, dans la revue Le Navire d'Argent. Son ancien directeur le présente au directeur général de la Compagnie d'aviation Latécoère, une compagnie aérienne qui s'occupe du courrier entre Toulouse et Dakar. Ensuite, il est engagé comme pilote.

Antoine de Saint-Exupéry nasceu em 29 de junho de 1900 em Lyon, França. Ele é o terceiro filho de uma família com 5 crianças. É filho do Conde Jean-Marie de Saint-Exupéry e Marie Boyer de Fonscolombe. Saint-Exupéry passou sua infância entre o castelo de Môle, que pertencia a sua avô materna, e o castelo de Saint Maurice de Remens, propriedade de uma de suas tias.

Em 1921, ele presta serviço militar na força aérea de Strasbourg. Naquele ano, ele usa suas economias para fazer aulas de voo. Sua performance lhe permite ingressar no 37º Regimento de Aviação de Caça, em Casablanca no Marrocos, onde ele obtém seu primeiro brevê civil. É nesse momento que sua carreira como piloto começa.

Em 1926, após um encontro com vários escritores na casa de sua prima no ano anterior, ele publica na revista Le Navire d'Argent sua primeira novela: O Aviador. Seu ex-diretor o apresenta ao diretor geral da Companhia de Aviação Latécoère, uma companhia aérea encarregada do transporte de cartas entre Toulouse (França) e Dakar (Senegal). Logo, ele é contratado como piloto.

L'Aéropostale et Florianópolis

En 1927, l'apparition de la Compagnie Générale Aéropostale lance un nouveau défi : traverser l'Atlantique pour aller distribuer du courrier jusqu'en Amérique du Sud. Il fallait lier l'Europe avec le bout de l'Amérique du Sud. Saint-Exupéry s'enthousiasme pour ce projet un peu osé pour l'époque. Ensuite, il donne rendez-vous au pilote Jean Mermoz en Amérique du Sud, notamment pour développer les lignes vers la Patagonie.

Au Brésil, les lignes de l'Aéropostale allait de Natal, passant par Recife, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, Santos, Florianópolis, jusqu'à Pelotas.

Em 1927, a fundação da Companhia Geral Aéropostale lança um novo desafio: atravessar o Atlântico para distribuir cartas na América do Sul. Era necessário ligar a Europa com o extremo (Ushuaia) da América do Sul. Saint-Exupéry se entusiasma com esse projeto um pouco ousado para a época. Em seguida, ele se reúne com o piloto Jean Memoz na América do Sul para projetar as rotas até a Patagônia.

No Brasil, as rotas da Aéropostale iam de Natal, passando por Recife, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, Santos, Florianópolis, até Pelotas.

Propaganda da rota da Aéropostale. Fonte: BNF.

À Florianópolis, l'Aéropostale installe son aérodrome sur le "Camp de Pêches", qui était un petit village de pêcheurs à cette époque-là. Le pilote Paul Vachet est celui qui a la responsabilité de trouver le terrain adéquat, mais lorsqu'il en trouve un, il rencontre des problèmes pour l'acheter car les pêcheurs n'ont aucun papier qui règle le terrain. Le nom "Campeche" est devenu populaire parmi les pêcheurs et aujourd'hui, c'est le nom actuel du quartier où l'aérodrome de l'Aéropostale se trouvait. Aujourd'hui, il est possible de visiter, malgré son état de conservation, la "popote", autrement dit, l'ancienne maison des pilotes, surnommée ainsi par les pêcheurs. Un projet vise à transformer l'espace en musée dédié à l'histoire de l'Aéropostale et à Saint-Exupéry.

Em Florianópolis, a Aéropostale instala seu campo de pouso no "Camp de Pêches" (campo de pescas), que era um pequeno vilarejo de pescadores naquela época. O Piloto Paul Vachet foi o responsável por encontrar o terreno adequado, mas quando ele o encontra, alguns problemas surgem para compra-lo, pois os pescadores não possuíam os papeis que regulamentavam a posse do terreno. O nome "Campeche" se tornou popular no meio dos pescadores, e hoje, é o nome atual do bairro onde se localizava o campo de pouso da Aéropostale. Apesar do estado de conservação, é possível visitar a "popote", em outras palavras, a antiga casa dos pilotos que foi renomeada pelos pescadores. Um projeto visa transformar o espaço em um museu dedicado à história da Aéropostale e a Sant-Exupéry.

Imagem de satélite da ilha de Florianópolis. Fonte: arquivo pessoa.

Pendant ce temps-là, Saint-Exupéry écrit l'un de ses célèbres ouvrages, Vol de Nuit, alors qu'il vole vers l'Amérique du Sud. Dans cet ouvrage, il y a un passage sur Florianópolis : L’escale de Florianopolis n’ayant pas observé les instructions… C'est la seule preuve "documentée" qui raconte le passage de Saint-Exupéry à Florianópolis. On croit que Saint-Exupéry se sert souvent de la maison des pilotes à Campeche pour s'y reposer entre 1929 et 1931. Il est à ce moment-là, directeur du transport de l'Aéropostale en Argentine, où il a vécu pendant deux ans. Et en plus, il faut souligner que les fils des pêcheurs racontent des histoires entre les pilotes de l'Aéropostale et les pêcheurs du "Camp de Pêches". Les pêcheurs n'arrivaient pas à prononcer correctement le nom d'Antoine de Saint-Exupéry, ce qui lui a donné le nom de Zé Perri.

Durante esse tempo,  enquanto Saint-Exupéry voa pela América do Sul e escreve uma de suas obras mais famosa: Voo Noturno. Nesta obra, há uma passagem sobre Florianópolis: " A escala de Florianópolis não tinha percebido as instruções...". Essa é a única prova "documentada" que conta sobre a passagem de Saint-Exupéry. Acredita-se que Saint-Exupéry se serviu frequentemente da casa dos pilotos quando ele precisava se repousar, mais precisamente entre 1929 e 1931. Neste período, ele é o diretor de transporte da Aéropostale na Argentina, onde ele viveu durante dois anos. Além disso, é necessário sublinhar que os filhos dos pescadores contam histórias sobre os pilotos da Aéropostale e suas relações com os pescadores do "Camp de Pêches". Uma delas fala sobre s pescadores não conseguirem pronunciar corretamente o sobrenome de Antoine de Saint-Exupéry, fato que lhe deu o nome de Zé Perri.

Casa dos pilotos localizada no Campeche, Florianópolis. Fonte: Roteiros Literários.

Zé Perri est décrit par le fils du pêcheur Deca, comme un homme très aimable. Son fils, Getúlio Manoel Inácio, affirme que son père parlait souvent de l'amitié entre eux. Et à ce propos, Getúlio en a écrit un petit livre intitulé Deca e Zé Perri. Malheureusement, Getúlio est décédé le 31 janvier 2018. Il participait à tous les événements de Florianópolis pour préserver la mémoire de l'Aéropostale, de son père, et de Saint-Exupéry.

Aujourd'hui, la chercheuse et professeure de littérature française, Mônica Cristina Corrêa, fait revivre la mémoire de l'Aéropostale et d'Antoine de Saint-Exupéry à Florianópolis. Elle contribue avec plusieurs publications sur le passage de Saint-Exupéry à Campeche. Elle a évidemment contribué au tournage du documentaire "De Saint-Exupéry à Zeperri". Monica se bat pour préserver la mémoire de Saint-Expéry, Seu Deca, et Seu Getúlio.

Zé Perri é descrito pelo filho do pescador Deca, como um homem muito amável. Seu filho, Getúlio Manoel Inácio, afirma que seu pai falava frequentemente da amizade entre eles. Com esse propósito, Getúlio escreveu um livro chamado Deca e Zé Perri. Infelizmente, Getúlio faleceu no dia 31 de janeiro de 2018. Ele participava a todos os eventos em Florianópolis para preservar a memória da Aéropostale, de seu pai, e de Saint-Exupéry.

Hoje, a pesquisadora e professora de literatura francesa, Mônica Cristina Corrêa, faz reviver a memória da Aéropostale e de Antoine de Saint-Exupéry em Florianópolis. Ela contribui com várias publicações sobre a passagem de Saint-Exupéry no Campeche. Também contribuiu fortemente com a gravação do documentário "De Saint-Exupéry a Zeperri". Mônica luta para preservar a memória de Saint-Exupéry, de Seu Deca, e de Seu Getúlio.

Le Petit Prince | O Pequeno Príncipe

Antoine de Saint-Exupéry est l’auteur du livre le plus célèbre au monde, Le Petit Prince. C'est pendant la Deuxième Guerre mondiale qu'il écrit les premières lignes de son chef-d'oeuvre. On ne peut pas oublier que Saint-Exupéry était un pilote de guerre à cette époque-là, c'est-à-dire qu'il a accompli des missions contre l'Allemagne d'une façon extraordinaire. En 1940, il se rend aux États-Unis, plus précisément à New York. En 1943, il y publie Le Petit Prince, et cette année-là, il reprend du service en Tunisie, bien que les autorités militaires soient sceptiques sur la capacité de cet écrivain fantastique en tant que pilote militaire. Un an plus tard, le 31 juillet 1944, la disparition de Saint-Exupéry devient un mystère, car en 2008, un pilote allemand affirme avoir abattu son avion sur la mer. Cette théorie ne plaît pas à tout le monde car on parle plus d'un suicide que d'un acte militaire.

Le Petit Prince est aussi le livre le plus traduit au monde. En 2017, il a célébré sa 300e traduction dans une langue, le hassanya, un dialecte parlé dams le Sahara marocain. Cet ouvrage n'est pas assez facile à comprendre, puisqu'il a été écrit par un adulte pour un autre adulte. On se trompe lorsque l'on pense que cet ouvrage est dédié aux enfants, bien que les enfants le lisent.

Saint-Exupéry é o autor do livro mais famoso do mundo, O Pequeno Príncipe. É durante a Segunda Guerra Mundial que ele escreve as primeiras linhas de sua principal obra. Não podemos esquecer que Saint-Exupéry era um pilote de guerra naquela época, o que lhe rendeu a realização de algumas missões de maneira extraordinária contra a Alemanha. Em 1940, ele decide se instalar nos Estados Unidos, mais precisamente em Nova Iorque. Em 1943, ainda em Nova Iorque, ele publica O Pequeno Príncipe, e naquele mesmo ano ele retoma ao serviço militar na Tunísia, ainda que seus chefes militares sejam sépticos sobre a capacidade deste fantástico escritor como piloto militar. Um ano mais tarde, em 31 de julho de 1944, o desaparecimento de Saint-Exupéry se torna um mistério, pois em 2008, um piloto alemão afirmou ter abatido seu avião naquele 31 de julho. Essa teoria não agrada a todos, pois fala-se mais de um suicídio do que um ato de guerra.

O Pequeno Príncipe é também o livro mais traduzido no mundo. Em 2017, ele celebrou sua 300ª tradução em outra língua, o hassanya, um dialeto falado no Saara marroquino. Essa obra não é, evidentemente, de fácil entendimento, já que foi escrita por um adulto para outro adulto. Enganam-se aqueles que pensam que o livro é dedicado às crianças, mesmo que ainda ele esteja presente no meio da literatura infantil.


Sources | Referências

AMAB - Associação de Memória da Aéropostale no Brasil
Documentário "De Saint-Exupéry a Zeperri"
Émission Visites Privées "Le Petit Prince".
www.histoirepourtous.com.fr
www.nsctotal.com.br/seudeca


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Rio do Sul : d'une ville germanophone à une ville francophone


Soirée Franco-congolaise du 21 octobre 2017. Archives : Fabricio Pedroso.

Rio do Sul : d'une ville germanophone à une ville francophone

Le 06 juillet 2017, j'ai organisé la première soirée francophone chez moi. Je voulais réunir autour de la langue française, les francophones, les francophiles et les professeurs de FLE. Mais vous me direz : la ville de Rio do Sul était une colonie allemande auparavant. Et je suis là pour vous dire : oui, au début du XX siècle les immigrés allemands sont arrivés au village de Südarm, autrement dit, Rio do Sul. Donc la langue allemande était largement parlée à cette époque là. Toutefois, 100 ans plus tard, Rio do Sul n'est plus une ville germanophone à cause de la Campagne de Nationalisation de 1937 du président Getúlio Vargas.

En 2013, l'État de Santa Catarina est devenu la destination de plusieurs immigrés d'origine haïtienne. Le manque de main-d'oeuvre a amené à Rio do Sul les nouveaux arrivants, où ils ont été embauchés par un abattoir qui avait besoin d'une main-d'oeuvre de toute urgence. Les haïtiens n'y sont pas seuls, les congolais et les belges sont arrivés quelques années plus tard, plus précisément entre 2015 et 2017. C'est à ce moment que la ville commence à devenir francophone.

Les francophones à Rio do Sul

Mm. Manuela Martinez a été ma première prof de FLE en 2010 à Rio do Sul. Manuela est belge, thérapeute, passionnée par la culture brésilienne, et aujourd'hui elle est une grande amie à moi. J'ai eu le plaisir de l'avoir parmi nous dans les soirées que j'ai organisées. Je ne peux pas oublier la prof Vanessa Bastos, brésilienne, qui m'a beaucoup aidé à maîtriser mon niveau de français en 2011. Aujourd'hui elle fait partie de mon entourage.

En 2016, j'ai rencontré le professeur Jean Munoko grâce à prof Manuela. Jean est congolais, possède une formation en théologie, et anime des cours particuliers de français à Rio do Sul. Cette année-là Jean a été invité à animer un atelier sur la République Démocratique du Congo à l'UNIDAVI. Manuela a été aussi invitée à parler de la Belgique, mais malheureusement l'université a annulé l'événement. Il a été le premier événement francophone que j'ai essayé d'organiser à Rio do Sul.

Nadine Mubilulu est congolaise et possède une formation en communication. Elle a rejoint son bien-aimé, le professeur Jean, à Rio do Sul en octobre 2017. Le 21 octobre 2017, Jean a organisé une soirée pour souhaiter la bienvenue à sa bien-aimée. Plusieurs francophones et francophiles y ont participé. Voici la vidéo de la soirée du 21 octobre 2017.


Les soirées francophones

La première soirée francophone a eu lieu chez moi le 24 juin 2017. Les soirées ont le but de réunir les francophones et les francophiles pour partager des idées et aider les élèves à mettre la langue française en pratique. La plupart des participants sont des élèves qui cherchent toujours un échange culturel autour de la langue de Molière. Ce jour-là, on a préparé une quiche lorraine et une tarte aux tomates. Les participants de la soirée du 24 juin 2017 : Jean Munoko, Manuela Martinez, Franciane Hasse, Daniela Reuter Köpp, Josiell Raysel, et Emanuele Bonaldo.

Soirée francophone du 06 juin 2017. Archives : Fabricio Pedroso.

La deuxième soirée francophone a eu lieu chez moi le 12 août 2017. Pour la soirée du 12 août, j'ai organisé des jeux de société, afin que les élèves puissent pratiquer la langue en s'amusant. Nous avons joué au loto et au mot mystère. La prof Manuela m'a aidé à animer le loto en français. Chaque personne avait un papier avec une série de numéro, donc il fallait les entendre pour cocher la bonne réponse. Le plat principal de la soirée a été pizza, un plat qui plaît tout le monde. Les participants de la soirée du 12 août 2017 : Manuela Martinez, Josiell Raysel, Fabricio Silva, Valmira Rohling Ledra, Daniela Reuter Köpp, et Jean Munoko.

Soirée francophone du 12 août 2017. Archives : Fabricio Pedroso.

La troisième soirée francophone a eu lieu chez Valmira le 21 octobre 2017. C'était une soirée de réception, donc Jean nous a préparé un plat congolais qui s'appelle Foufou. Ce jour-là, nous avons fait connaissance de sa bien-aimée, Nadine, qui venait d'arriver à Rio do Sul. Pendant la soirée, nous avons chanté quelques chansons francophones, comme, le lac du Connemara - Michel Sardou, Toi + Moi - Grégoire, et tout l'or du monde - Céline Dion. C'était aussi une soirée des retrouvailles, car les anciens élèves de Manuela et Vanessa y ont participé. Nous avons passé une soirée incroyable autour de la langue française. Les participants de la soirée du 21 octobre 2017 : Valmira Rohling Ledra, Sonia Tomazzoni, Nadine Mubilulu, Franciane Hasse, Vanessa Bastos, Josiell Raysell, Manuela Martinez, Jean Munoko, et Milson Ruskowski.

Foufou, le plat principal de la soirée du 21 octobre 2017. Archives : Fabricio Pedroso.

La quatrième soirée francophone a eu lieu chez moi le 09 décembre 2017. C'était notre premier réveillon de Noël à la française, autrement dit, un Noël francophone. Pour la soirée, je leur ai préparé un poulet au four, qui a pris 7 heures pour être prêt à manger. Nous avons bu beaucoup de champagnes, de vins et de jus de fruits. Nous avons écrit nos résolutions pour 2018, lesquelles seront dévoilées à la fin de 2018, un an plus tard. Pendant la soirée, nous avons aussi chanté vive le vent - Dalida, et nous nous sommes amusés jusqu'au but de la nuit. Les participants de la soirée du 09 décembre 2017 : Franciane Hasse, Josiell Raysel, Daniela Reuter köpp, Nadine Mubilulu, Jean Munoko, et Sonia Tomazzoni.

Soirée de Noël du 09 décembre 2017. Archives : Fabricio Pedroso.

La cinquième soirée francophone a eu lieu chez moi le 14 avril 2018. C'était la première soirée de l'année, donc il fallait avoir une réception bien culturelle. Je leur ai préparé une soirée de dégustation de fromage français. Il faisait froid, il pleuvait, ce qui a fait trois participants tomber malade ce jour-là. Mais la fête ne pouvait pas arrêter, donc nous avons bu beaucoup de vins pour nous réchauffer. Les participants de la soirée du 14 avril 2018 : Nadine Mubilulu, Jean Munoko, Valmira Ledra, Daniela Reuter Köpp, et Vanessa Bastos.

Soirée francophone du 14 avril 2018. Archives : Fabricio Pedroso.

La sixième soirée francophone a eu lieu chez moi le 06 juillet 2018. J'ai invité mes élèves à animer un atelier de chanson française. Ramon s'est occupé de la guitare et Josiell s'est occupé du piano, donc nous avons eu le plaisir de les voir jouer de la musique française. Nous avons passé une soirée pleine de bonheur, avec beaucoup de vins. Nous avons aussi chanté joyeux anniversaire, car c'était l'anniversaire de Nadine, et pour cela, Jean nous a emporté un gâteau délicieux. Pour la soirée, nous avons commandé une pizza, encore une fois, le plat qui plaît tout le monde. Les participants de la soirée du 06 juillet 2018 : Jean Munoko, Nadine Mubilulu, Manuela Martinez, Josiell Raysel, Ramon Sezerino, Jaciel Schmidt, Vanessa Bastos et Alessandra Borges.

Soirée francophone du 06 juillet 2018. Archives : Fabricio Pedroso.

Voilà ! Les soirées sont des rencontres et des retrouvailles autour de la langue française. Les congolais, les haïtiens, les belges et les brésiliens, ont une chose importante en partage, une passion par la langue et la culture francophone. Rio do Sul est devenue une ville francophone, et qui possède les premiers événements francophones de la région de l'Alto Vale do Itajaí. Vous êtes francophone ou francophile ? Alors réjoignez-nous à la prochaine !

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