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| Retrato do ator alemão Roman Riesch. Fonte: Divulgação. |
A companhia teatral Riesch-Bühne foi fundada em 1872 em Bayern, no recém-formado Deutsches Reich, por Franz Paul Riesch. Em 1923, após o falecimento de Franz, a companhia teatral passou ao comando de seu filho, Roman Riesch, o qual iniciou uma turnê pela América do Sul em 1927. No Brasil, os principais jornais em língua alemã anunciavam as apresentações nas colônias germânicas, como o jornal curitibense Der Kompaß.
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| Anúncio da Riesch-Bühne no jornal curitibense Der Kompaß. Fonte: Hemeroteca. |
Em Südarm (Rio do Sul), a Riesch-Bühne entrou em cena no Salão Brattig nos dias 11, 12 e 13 de agosto de 1928, como pode ser visto no anúncio publicado no jornal O Agricultor de 28 de julho do mesmo ano:
"Wir machen unsere geschätzten Leser durauf aufmerksam, dass die Rieschbühne nicht wie berichtet am 4., 5. und 6. sondern am 11., 12. und 13. August hier am Südarm im Salão Brattig gastieren wird."
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| Errata no jornal O Agricultor sobre a apresentação da Riesch-Bühne. Fonte: Hemeroteca de Santa Catarina. |
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| Antigo Hotel Brattig, local onde a Riesch-Bühne se apresentou em agosto de 1928. Fonte: Arquivo Público de Rio do Sul. |
O ator Roman Riesch percorreu várias cidades catarinenses com sua companhia de teatro refundada em 1938 logo após sua chegada ao Brasil. Nas antigas colônias alemãs, a Riesch-Bühne continuou a se apresentar até em 1964, como pode ser visto no anúncio do jornal o Correio do Povo, que anunciava em Jaraguá do Sul, a peça teatral "Alles in Ordnung" e seus atores: Karl Kastelic, Roman Riesch, Katrin Gutbrod, Max Fendl, Hannes Seebauer, Mizzi Oberberger e Ingeborg Melcgarot.
Um pesquisador alemão publicou em sua obra intitulada, Auswärtige Kulturpolitik Und "auslandsdeutsche" in Lateinamerika 1949-1973, um inserto que menciona as apresentações da Riesch-Bühne nas comunidades germânicas em São Paulo. O inserto refere-se à vida das famílias ricas e das famílias camponesas. Visto que as famílias ricas preferiam ir ao Country Club, enquanto as famílias camponesas preferiam ir à apresentação da Riesch-Bühne.
"Sie sind kaum im Liederkranz anzutreffen, wenn abends mit feuchter Kehle gesungen wird, es gebe kein Bier auf Hawaii. Die Oligarchen verkehren auch nicht stadttheater von blumenau, wenn aus Sao Paulo die, "Riesch-Bühne" kommt, um deftige Bauernstücke darzubierten. Sie verkehren lieber im Country Club. Geheiratet wird grundsätzlich nur zwischen Industriellenfamilien und das politische Leben am Ort steht im Zeichen ihrer faden Fehden."
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| Roman Riesch à esquerda com os atores do Riesch-Bühne. Fonte: divulgação. |
Além de ator, Roman Riesch era pintor, escritor e diretor. Riesch pintou vários interiores de igrejas no Brasil, país que ele escolheu para viver de 1937 até o fim de sua vida em 1972. Ele foi responsável pela pintura do interior da catedral São João Batista, de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, cidade que foi escolhida para ser sua moradia. Riesch faleceu em 1972, deixando esposa e filhos, foi sepultado no Cemitério Católico de Santa Cruz.
Referência
www.gaz.com.br
Jornal O Agricultor: 28/07/1928
www.hemeroteca.ciasc.sc.gov.br
Referência
www.gaz.com.br
Jornal O Agricultor: 28/07/1928
www.hemeroteca.ciasc.sc.gov.br





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