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| Foto 1: Ruínas do Cemitério Colonial de Rio do Oeste. 24/07/2018. Fonte: Acervo Particular. |
Com a chegada dos imigrantes italianos às margens do rio Itajaí do Oeste em 1912, a construção de uma igreja e um cemitério para atender às necessidades dos colonos era fundamental. A primeira casa que serviu como capela foi erguida no ano de 1913, a qual serviu também como escola para os filhos dos colonos. A primeira missa foi celebrada pelo Frei Polycarpo, o qual vinha de canoa de Barra do Trombudo a Rio do Oeste. Ascurra passou a comandar a paróquia de Rio do Oeste de 1917 até 1922, naquele ano, mais precisamente em 17 de abril de 1922, a paróquia foi desmembrada de Ascurra, passando a ser chamada "Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora" em Rio das Pombas, conforme registro no Livro Tombo nº 1. A partir de 1923, a paróquia teve como primeiro vigário João Baptista Rolando, permanecendo até 1931 quando o padre Carlos Zanotelli assume o posto. Nesse mesmo ano, a paróquia começa a registrar os batismos, os casamentos e os óbitos da pequena comunidade.
O 1º cemitério dos colonos italianos foi iniciado próximo à primeira casa de alvenaria de Rio do Oeste, juntamente com uma pequena casa que serviu como capela. Logo em seguida, devido às enchentes, o cemitério foi transferido para a localidade onde hoje se encontra a Escola de Educação Básica Exp. Mário Nardelli. Aí se estabeleceu o 2º cemitério do município, onde foi erguida a primeira igreja em madeira de Rio do Oeste. Os relatos orais do professor Luiz Paterno, o qual conviveu com filhos dos primeiros imigrantes italianos, além de ser também de família colonialista, nos permite resgatar uma parte da história quase perdida da colonização italiana em Rio do Oeste.
O 1º cemitério dos colonos italianos foi iniciado próximo à primeira casa de alvenaria de Rio do Oeste, juntamente com uma pequena casa que serviu como capela. Logo em seguida, devido às enchentes, o cemitério foi transferido para a localidade onde hoje se encontra a Escola de Educação Básica Exp. Mário Nardelli. Aí se estabeleceu o 2º cemitério do município, onde foi erguida a primeira igreja em madeira de Rio do Oeste. Os relatos orais do professor Luiz Paterno, o qual conviveu com filhos dos primeiros imigrantes italianos, além de ser também de família colonialista, nos permite resgatar uma parte da história quase perdida da colonização italiana em Rio do Oeste.
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| Ao fundo igreja matriz de Rio do Oeste em construção - década de 50 - ao lado direito o 3º cemitério. |
Em 05 de janeiro de 1931, o 3º cemitério de Rio do Oeste recebe o sepultamento de Hermenegildo Pisetta, o qual faleceu aos 39 dias de vida, e foi sepultado com um grande acompanhamento, como relata o vigário Carlos Zanotelli no Livro de Sepultamentos. Apesar do livro de sepultamentos começar com o número 1 em 1931, não se sabe se houve algum registro dos sepultamentos que ocorreram no período de 1913 a 1930, pois o livro de sepultamento mais antigo disponível no arquivo da paróquia de Rio do Oeste é o livro iniciado pelo vigário Zanotelli.
Em setembro de 1964 o Bispo autorizou verbalmente a criação de um novo cemitério conforme registrado no Livro Tombo nº 2. Maria Mafra foi a última pessoa a ser sepultada no 3º cemitério em 02 de outubro de 1965 às 17:00. Maria faleceu de causas naturais aos 80 anos de idade conforme anotado no Livro de Sepultamentos pelo Pe. João Venturi. Naquele mesmo mês, Getúlio Nardelli foi a primeira pessoa a ser sepultada no 4º cemitério em 18 de outubro de 1965, o qual recebe sepultamentos até os dias atuais. Não é sabida a data de transferência dos túmulos do 3º cemitério para o novo cemitério, mas as pessoas da comunidade acreditam que a transferência ocorreu na década de 70. O 4º cemitério da cidade é mantido atualmente pela prefeitura e pelas famílias, diferentemente dos cemitérios anteriores que eram mantidos unicamente pelas famílias e pela igreja.
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| Igreja matriz à esquerda recém construída - seminário em construção - 3º cemitério à direita - década de 60. |
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| Seminário e igreja matriz à esquerda - 3º cemitério - década de 70. Fonte: Instituto Missões Consolata. |
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| Foto 2: Ruínas do 3º Cemitério Colonial de Rio do Oeste. 24/07/2018. Fonte: Acervo Particular. |
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| Foto 3: Ruínas do 3º Cemitério Colonial de Rio do Oeste. 24/07/2018. Fonte: Acervo Particular. |
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| Foto 4: Ruínas do 3º Cemitério Colonial de Rio do Oeste. 24/07/2018. Fonte: Acervo Particular. |
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| Foto 5: Ruínas do 3º Cemitério Colonial de Rio do Oeste. 24/07/2018. Fonte: Acervo Particular. |
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| Foto 6: Ruínas do 3º Cemitério Colonial de Rio do Oeste. 24/07/2018. Fonte: Acervo Particular. |
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| Foto 7: Ruínas do 3º Cemitério Colonial de Rio do Oeste. 31/07/2018. Fonte: Acervo Particular. |
Colonização Italiana
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| Rio do Oeste na década de 30. Fonte: Departamento de Turismo e Cultura de Rio do Oeste. |
Rio do Oeste foi colonizada principalmente por imigrantes italianos provenientes de diversas regiões da Itália: Matarello, Torcegno, Cavendini, Grigno, Terres, Villa Verla, Vill'Agnedo, Segonzano, Fornace, Samone, Scorello, Albiano, Vigolo Vattaro e província de Trento. Os imigrantes italianos chegaram a Rio do Oeste via Rio dos Cedros, Rodeio e Ascurra, como consta na obra de Giuseppe Zanluca, Coloni Italiani nella Comarca di Blumenau.
A colonização de Rio do Oeste data de 1912 quando Luiz Bertoli, filho de imigrantes italianos que viviam em Rodeio, resolve marchar com um grupo de colonos desbravadores pela vasta bacia do rio Itajaí do Oeste. Luiz Bertoli trabalhava incansavelmente para realizar seu sonho de colonizar Rio do Oeste, quando em 1922 ele recebe do governador Hercílio Luz uma área de 6.661 hectares situada no V Distrito de Blumenau. A partir de então, Luiz Bertoli com sua empresa colonizadora, começa a publicar anúncios de lotes à venda nos jornais locais, como no O Agricultor, de 05 de maio de 1931.
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| Seminário de Rio do Oeste. Década de 70. |
Em 23 de junho de 1958 Rio do Oeste é emancipado, passando de Distrito de Rio do Oeste para Município de Rio do Oeste. Antes de ser chamado de Rio do Oeste, alguns nomes foram atribuídos ao município, como, Barra das Pombas até o fim da década de 20, passando então para Freguezia Barra das Pombas ou Villa Adolpho Konder até 1930, sendo chamado de Rio Oeste até 1948 quando o decreto estadual denomina-o Distrito de Rio do Oeste.
Aqui apenas 1% da história de Rio do Oeste é contada. Sua localização e sua importância econômica para o V Distrito de Blumenau e mais tarde para a cidade de Rio do Sul, colocam Rio do Oeste como um dos personagens principais na história da colonização italiana no Estado de Santa Catarina. Muitos fatos importantes que marcaram a história regional aconteceram às margens do rio Itajaí do Oeste.
Fontes:
Arquivo Público do Estado de Santa Catarina.
Departamento de Turismo e Cultura de Rio do Oeste.
Livro Tombo I - Paróquia de Rio do Oeste.
Livro Tombo II - Paróquia de Rio do Oeste.
Livro de Sepultamentos - Paróquia de Rio do Oeste.
Arquivo do Instituto Missões Consolata.
Livro de Sepultamentos - Paróquia de Rio do Oeste.
Arquivo do Instituto Missões Consolata.











